Carsharing corporativo exige mudança de cultura

O carsharing(do Inglês compartilhamento de veículos) é um conceito que tem se popularizado ao longo dos últimos anos, mais especialmente no mercado B2C (Zipcar, dentre outras são exemplos) e mais recentemente no C2C (consumer to consumer), no qual pessoas físicas estão negociando o uso de veículos diretamente com outras pessoas físicas.

O sucesso do carsharing depende de uma mudança de atitude: a substituição do “possuir” pelo “usufruir”. O carro deixa de ser um objeto de desejo e ganha uma finalidade puramente utilitária. Torna-se uma ferramenta para resolver um problema em um determinado momento.

Trazer o carsharing para o ambiente corporativo não é moda, mas uma necessidade com grandes oportunidades de economia para as organizações. Isto implica a migração do modelo de reserva de veículo de frota para um modelo no qual a maior parte dos recursos está destinada ao compartilhamento.

Modalidades de demanda de veículos

Para entender melhor, é preciso conhecer as três modalidades de demandas de veículos de frota: deslocamentos ponto a ponto (one way), deslocamentos com data de devolução definida (round trip) e reserva de veículo.

Os deslocamentos one way ocorrem dentro da área da empresa e usualmente não requerem reserva prévia do veículo. Basta que o colaborador autorizado a conduzir o veículo retire e devolva em locais pré-determinados (estacionamentos internos).

Na modalidade round trip, o veículo percorrerá trechos dentro e fora da organização, mas ao final de sua viagem, deverá ser devolvido a um local pré-determinado para que seja disponibilizado a outro colaborador.

A reserva de veículo, por sua vez, trata da disponibilização de um ativo para uma área ou uma pessoa específica. É muito utilizada para equipes de campo, corpo gerencial, diretoria, dentre outros.

Oportunidades

As grandes oportunidades de otimização da frota estão relacionadas ao aumento do compartilhamento dos veículos, ou seja, de uma ação efetiva no sentido de se incentivar deslocamentos one way e round trip, ainda que este último ocorra em períodos superiores a um ou mais dias. Mas por quê?

O grande vilão dos custos é o alto índice de garageamento de veículos, ou seja, ter parte ou maioria da frota parada mais de 25% do seu tempo útil, seja em manutenção, seja por falta de uso. Quando a organização incentiva ou investe na modalidade de reserva, está, na realidade, prejudicando a si mesma.

Mudança de cultura

As organizações poderão se beneficiar em parte deste movimento. Há consenso nas gerações Y, Z, dentre outras, de que o compartilhamento é algo positivo. Migrar o modelo de cessão de veículos de frota para incentivar o carsharing é uma grande oportunidade, mas é preciso quebrar a cultura de que veículo de frota é benefício.

A grande dificuldade está no fato de que as pessoas tomam posse do que lhes é cedido pelas suas organizações, seja uma baia, uma cadeira, um computador, um escaninho e, claro um carro!

Isto significa o fim dos veículos de frota para reserva? Não de forma imediata. Possuir um veículo é sim um conforto, um super benefício, mas está na contramão do senso comum e pode ser, aos poucos, substituído por novas iniciativas.

Como chegar lá?

Crie uma estratégia de comunicação que ressalte os benefícios para a sociedade em geral, não foque no aspecto econômico. Utilize tecnologia para facilitar o engajamento dos colaboradores e melhorar o controle e a disponibilidade dos recursos. Meça os índices e mostre os resultados.

Se tiver dúvidas sobre como desenvolver um projeto como esse, entre em contato conosco, estamos prontos para ajudá-lo.

Até a próxima semana!

Agora que você descobriu a oportunidade ofertada pela implementação do carsharing corporativo, entenda melhor como é a graduação em logística.

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