5 passos para estruturar uma política de transporte fretado

A política de transporte fretado é um instrumento que serve para regular o serviço no âmbito da organização, garantir a boa convivência entre usuários e respaldar institucionalmente as decisões dos gestores da área nas estratégias de planejamento e nos atendimentos prestados aos passageiros.

Sem uma política bem definida, os responsáveis pelo transporte não conseguem estabelecer regras a serem cumpridas pelos prestadores de serviço, bem como pelos próprios usuários do transporte.

1 – Nível de serviço

O primeiro passo para a construção de uma política de transporte fretado é definir o nível de serviço que será entregue, pois ele vai ditar como as diretrizes serão construídas.

Se o foco é o custo, elas tendem a ser mais restritivas e generalizadas. Por outro lado, se a segurança ou o conforto estão em primeiro plano, haverá preocupação em atender melhor o usuário.

O nível de serviço é ditado pelo momento econômico vivido pela organização, bem como pelas políticas de Recursos Humanos e de Gerenciamento de Risco. Portanto, não existe fórmula pronta, nem padrão de mercado. Trata-se apenas de uma escolha.

2 – Abrangência

Definido o nível de serviço da operação, é preciso decidir que unidades da organização serão reguladas pela política. Algumas organizações preferem definir uma regra global e exigir que todas as unidades cumpram suas diretrizes.

Outras preferem definir uma regra local, pois entendem que cada unidade pode apresentar peculiaridades influenciadas pelas características das localidades atendidas.

3 – Diretrizes operacionais

As diretrizes operacionais são traduzidas em forma de regras que deverão ser cumpridas pelos usuários e pelos prestadores de serviço.

Deve-se observar primeiro qual será o público a ser atendido (colaboradores, terceiros, estagiários, etc) e que localidades estarão cobertas. Com estas primeiras definições, reclamações de pessoas não autorizadas e residentes em localidades fora do raio de atendimento não terão sustentação.

Agora que se sabe quem e onde, é preciso estabelecer recomendações aos usuários, tais como chegar ao ponto estabelecido alguns minutos antes do horário previsto de passagem, portar o crachá funcional, permanecer sentado durante a movimentação do veículo e usar cinto de segurança.

Em seguida, é preciso esclarecer que princípios de trafegabilidade serão aplicados: o tipo de via em que os veículos poderão circular; o local típico de um ponto de embarque ou desembarque; a distância média percorrida pelo usuário entre seu endereço e o ponto de parada (pode-se aplicar regras diferentes para horários diurnos e noturnos); localidades que eventualmente não seguirão esta última regra, tais como áreas de risco, zona rural ou qualquer outra que dificulte ou impeça o cumprimento da mesma; e a distância mínima entre pontos de parada.

Por fim, deve-se estabelecer uma regra para a manutenção da informação, ou seja, quaisquer mudanças no endereço ou horário de trabalho devem ser imediatamente comunicadas ao setor de transporte para que este providencie uma análise de impacto, bem como a realocação das demandas dos usuários.

4 – Diretrizes de convivência

Embora devessem estar subentendidas pelos usuários, tais diretrizes precisam ser explicitadas para que não haja dúvidas quanto ao comportamento esperado durante o uso do serviço de transporte.

Normalmente, as diretrizes de convivência podem ser classificadas em dois grupos: restritivas e proibitivas. Aqui cada organização deve determinar aquilo que melhor convier à sua operação: quem e o quê pode ser transportado; comportamento dentro do veículo; uso de fumo, bebidas alcoólicas, jogos e trajes impróprios; aparelhos sonoros; dentre outros.

5 – Diretrizes de atendimento

Neste grupo, encontram-se as regras que determinarão como e quando o usuário será atendido pelo setor de transporte quando ele solicitar uma mudança em sua demanda seja ela avulsa ou temporária.

Deve-se acrescentar regras para atendimento a demandas de transporte para eventos, bem como para paradas e horas extras e deixar claro o que guiará as decisões de planejamento nestas circunstâncias: priorizar a coletividade, a segurança, menor custo ou menor tempo de percurso, dentre outros.

Conclusão

Com a política estruturada, é preciso buscar apoio da alta direção. Sem este respaldo, os gestores de transporte ficarão desprotegidos de eventuais questionamentos, sobretudo quando a aplicação ocorrer em uma operação que antes não era regida por uma política. As consequências serão a manutenção da desordem, o desperdício de recursos e a insatisfação generalizada dos envolvidos.

Agora que você aprendeu sobre como estrutura uma política de transporte fretado de sucesso, saiba como evitar pesadelos na hora de planejar e roteirizar sua operação de transporte.

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