Tendências logísticas pós pandemia

Não precisamos dizer o quanto a pandemia da Covid 19 afetou o mundo, provocando complicações e várias mudanças de rotina na vida das pessoas. Sabemos, inclusive, que a epidemia forçou inúmeras empresas a adequarem seus serviços e produtos, além de repensarem suas estratégias de distribuição e abastecimento.

É pensando nisso, que no artigo dessa semana falaremos sobre tendências logísticas que deverão ser adotadas ao término da pandemia que ainda experimentamos, tanto no Brasil como ao redor do mundo.

No artigo de hoje, falaremos sobre:

  • Supermercados virtuais
  • Novas formas de entrega
  • Produção em regiões mais próximas

Supermercados virtuais

Normalmente, as pessoas mudam de hábito ou por necessidade como, por exemplo, quando se adotam novos hábitos alimentares devido a demandas de saúde, ou por imposição, como no caso da pandemia.

Os princípios relacionados à mudança de habito são os mesmos quando falamos das empresas. É certo que não esperávamos a pandemia. O fato é que sua existência compeliu as organizações a criarem novos produtos e serviços, adequarem os que já existiam, além de repensarem seu posicionamento de mercado.

Seguramente, a pandemia produziu (e ainda produz) mudanças nos hábitos de consumo. Os serviços dos supermercados exemplificam esse movimento. Vários supermercados que não possuíam serviços próprios de entrega antes da pandemia se viram obrigados a criarem esses serviços, quando não, a aprimorarem o serviço existente.

No pós-pandemia, há grandes chances de surgirem supermercados inteiramente digitais ou virtuais, justamente, para atender o novo perfil de consumidor influenciado pela pandemia. Quando se realiza um contraste entre esse modelo de negócio e o modelo tradicional de grandes redes de supermercado, de saída, nota-se a diminuição dos custos de operação, sobretudo, com mão de obra e infraestrutura física, sem falar nos benefícios que esse serviço oferece aos consumidores.

Fica a pergunta: é apenas um serviço passageiro? Ou o ambiente conturbado da pandemia, além de “ideal” para testar novos serviços, de fato, produzirá um novo modelo de negócio?

Novas formas de entrega

A pandemia quebrou várias barreiras da noite para o dia, literalmente. Exemplo disso é que até as empresas mais tradicionais e resistentes adotaram o regime de trabalho remoto (home office). É provável que a pandemia contribua para o surgimento de novas normas e legislações que transformem mercados, alterem a vida das pessoas e a dinâmica empresarial.

No último dia 12, por exemplo, foi noticiado que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a realização de testes para entrega de produtos com drones. No pós-pandemia, os drones deverão, finalmente, ganhar novos espaços na logística de entrega, sobretudo na chamada última milha, tanto no transporte de alimentos como de outros produtos.

Além dos drones, com a ascensão dos aplicativos de entrega e a necessidade por vagas de emprego, ainda que informais, as bicicletas, por exemplo, ganharam um novo capítulo na sua história. Vários entregadores recorrem às “magrelas” para realizarem entregas próximas, principalmente, devido ao baixo custo de operação.

Além dos modais destinados a entrega, a pandemia fez com que montadoras de ônibus, por exemplo, criassem novos automóveis com desinfecção permanente, em conformidade com as demandas sanitárias, visando a não aglomeração dentro do veículo e a proteção dos usuários.

Sendo assim, a utilização de novas formas de entrega e a adaptação das que já existem é uma forte tendência a ser adotada em massa nos dias posteriores ao fim da pandemia.

Produção em regiões mais próximas

A Covid 19 mostrou a fragilidade criada pela dependência de certos fornecedores e países, como a China, por exemplo. No pós-pandemia, o intenso processo de globalização deverá se desacelerar, sobretudo, com a procura de fornecedores alternativos que estejam geograficamente mais próximos.

Além disso, a criação de fábricas e plantas de produção locais ou em regiões mais próximas aos principais centros de consumo deverá ocorrer, sobretudo, pela redução de custos logísticos e pela otimização das cadeias de suprimento, fundamentais a circulação de produtos.

Conclusão

No artigo de hoje, mostramos algumas tendências poderão ser adotadas ao término da pandemia. Agora que você aprendeu mais sobre essas possíveis tendências, descubra tudo sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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